quinta-feira, 21 de junho de 2018

Programa promete aumentar fotos pequenas mantendo qualidade de resolução

 

Essa, para mim é uma grande revolução na informática. Sobretudo para os internautas, que gostam de salvar fotos e se chateiam com a mania que sites brasileiros têm de postar fotos pequenas.

Um novo programa, o compressed sensing, já consegue fazer o que os editores de imagens não conseguem: ampliar uma foto pequena, mantendo suas características originais.

Quem tem experiência em informática sabe que até então era impossível fazer isso. Toda foto ampliada ia perdendo sua resolução, se tornando, com isso cada vez mais embaçada, perdendo nitidez.

compressed sensing veio para facilitar a vida de muitos que procuram fotos raras na internet e só encontram pequenas. A maioria das pessoas não sabe que dá para manter o tamanho de visualização da foto, reduzindo o tamanho de um arquivo, utilizando o MS Paint. Aí preferem reduzir o tamanho das fotos para postar na internet. Isso é muito comum em sites brasileiros, sobretudo de atores e atrizes. É muito difícil e raro encontrar fotos de atrizes brasileiras em alta resolução. Isso é ruim para fãs.

Tomara que ele seja posto à venda ou colocado como comando de novas versões de editores de texto. Quem trabalha com fotografias vai adorar ver suas fotos em ótima qualidade de nitidez.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Música de John Denver que New Order plageou tem referência macabra para o compositor

John Denver, cantor de folk romântico dos anos 70 adorava aviões. Ele resolveu compor e gravar uma música chamada Leaving on a Jet Plane (Viajando de avião). Era hábito dele dar voltar pela redondeza em seu avião particular.

Valer lembrar que não gosto da música de Denver, que me soa meio piegas em excesso, além de bastante monótona. A chorosa Perharps Love, gravada por vários tenores, é de autoria de Denver. Além da enfadonha Sunshine on My Shoulders, praga frequente em cursinhos de inglês no final dos anos 70.

No final da década de 80, uma de minhas bandas favoritas, New Order, gravou em seu excelente álbum Technique (que tenho em minha discoteca), uma música chamada Run  2(Fuga 2).

Na década de 90, Denver entendeu que Run 2 era parecida com a sua música e resolveu processar o grupo, de olho em alguns trocados. Conheço Run 2 e ouvi a de Denver e a semelhança não é tanta assim. O que pode servir de sinal sobre a hipótese de lucro fácil com a acusação.

A saída encontrada pelo New Order foi colocar o nome do trovador romântico como parceiro no crédito de autoria. Os discos do New Order tiveram que ser relançados com o nome de Denver nos créditos de Run 2.

Mas olhem que incrível. Poucos anos depois do processo, Denver faleceria. De quê? De acidente aéreo. Foi um verdadeiro "Run on a Jet Plane". Macabro, não?

Coincidências existem? Não sei.

As duas estão aqui abaixo. Tirem as suas conclusões:

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Porque Clark Kent conseguia ser "diferente" do Super Homem?

Uma questão que intrigava a todos: porque as pessoas nunca percebiam a semelhança entre o jornalista Clark Kent e o Super Homem, se a diferença era apenas um óculos e um ajuste no penteado? 

Este quadrinho abaixo, publicado em 1985, resolve a questão, provando que o tal óculos é na verdade um hipnotizador que faz com que Kent seja visto distorcido, como um velho mais magro. 

Não sei se existe uma explicação real para isso ou se isso é possível. Mas mesmo na fantasia, apareceu uma explicação convincente para este estranho fato, clássico no mundo dos quadrinhos.




quinta-feira, 31 de maio de 2018

Soteropolitanas são as mais exigentes na hora de escolher pretendentes. Isso é ruim? Só para os babacas!

Uma pesquisa feita há poucos anos por um portal de redes sociais chegou a conclusão de que as mulheres que vivem em Salvador são as mais exigentes na hora de escolherem seus namorados. 

As cariocas, na contramão, são as mais acessíveis, o que justifica o grande número de comprometidas na Região Metropolitana do Rio. Lembrando que Niterói é a cidade que mais tem mulheres lindas por metro quadrado de todo o planeta, segundo uma outra pesquisa, feita por um jornal britânico, embora haja poucas solteiras na cidade.

E o fato das soteropolitanas serem tão difíceis - contrariando o famoso mito difundido pelas obras literárias e musicais, sobretudo as de Jorge Amado e Dorival Caymmi), pode ser um sinal ruim para os homens com maior dificuldade de conquista. Por incrível que pareça, não. Somente os babacas, de vida fútil e homens sem diferencial de personalidade, como existem por aí, não vão gostar nada de saber que soteropolitanas são exigentes. Os nerds solitários, pelo contrário, enxergam uma ótima notícia.

Soteropolitanas não se sentem mais atraídas por estereótipos de masculinidade

A pesquisa não dá detalhes, mas há uma hipótese de que as mulheres de Salvador estejam agindo para contestar o mito atribuído a elas. Outra hipótese é que Salvador, cansado de ser a capital brasileira da alienação, mito construído com anos de monopólio da axé-music, esteja estimulando os habitantes da cidade a reverem seus valores e partir para a intelectualização. Vejo sinais práticos disso em comunidades baianas no Facebook. Os baianos querem crescer como seres humanos.

Pode ser que as soteropolitanas estejam querendo homens que pudessem ultrapassar o estereótipo provedor/protetor. Baianas costumam ser mais carinhosas que qualquer outra mulher no país e é sensato que este carinho seja retribuído à altura, por homens com personalidade marcante, boas intenções de relacionamento e bom nível de intelectualidade e de sensibilidade.

Provedor bebum que adora futebol é tudo que as cariocas querem

As cariocas, que na pesquisa são tidas como mais acessíveis, não costumam ser exigentes na escolha de seus homens. É comum ver cariocas casadas com verdadeiros idiotas. Isso se aplica em toda a Região metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo a elitista Niterói. Elite também sabe ser grotesca quando aparece a oportunidade. 

Há uma piada que diz que homem ideal, para uma carioca é aquele que tem três "qualidades":  que tenha um emprego estável, que tome cerveja e goste de futebol. Detalhe: mesmo que goste mais de futebol do que dela. Ah! As cariocas são famosas por serem infiéis, o que joga mais lenha na fogueira da inexibilidade das cariocas. Quem é infiel não faz questão de perfeição.  Se o babaca do marido não presta, é só pular o muro e pagar outro babaca para uma curtição momentânea.

Para piorar a fama das cariocas, elas são racistas e elitistas. E a fartura de homens brancos bem resolvidos na vida - mas de personalidade bocó - tem feito com que as cariocas aprendessem a não exigir nada mais do que isso, já que encontram uma grande demanda de homens portadores das características mínimas - e banais - que elas querem. Até porque de homem babaca, o Rio de Janeiro está cheio. O que prejudica os não-babacas, que se atrapalham diante de tanta concorrência.

Soteropolitanas mais evoluídas nos critérios de escolha de homens

Quando eu morava em Salvador, eu era muito mais paquerado do que sou no Rio. Não apenas na quantidade de vezes como na qualidade. As soteropolitanas - e as baianas em geral - paqueram de maneira mais carinhosa e empolgada, enquanto as cariocas são meio desconfiadas, paquerando de maneira fria, sem sorrir ou olhar para trás. Cariocas só demonstram afeto se conquistar intimidade, que por incrível que pareça, é difícil de se conquistar.

Parabéns à soteropolitanas por quererem algo mais dos homens, demonstrando que estão a procura de um companheiro e não de um patrocinador de ilusões. Eu, que tenho muito a oferecer em matéria de inteligência e sentimento, com hobbies que diferem da maioria dos homens, sinto que sou o homem adequado para os corações das mulheres soteropolitanas. Quem estiver a procura de um companheiro para a vida toda, encontrará em mim as qualidades necessárias.

Está mais do que na hora das mulheres pararem de se limitar a escolher o provedor bebum que só gosta de futebol e de banalidades. As soteropolitanas estão certíssimas em serem exigentes. Com absoluta certeza, elas estão na dianteira na evolução dos costumes sociais da vida afetiva no país.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O fim da palavra "turma"

As épocas mudam. Costumes vão e vem e o que parece ter sentido numa geração, perde totalmente em outra. A mesma coisa acontece com as palavras. E estou tendo a histórica oportunidade de testemunhar o desaparecimento de uma delas, e não é apenas em forma de gíria, mas como palavra no léxico, mesmo.

A palavra em questão é "turma". Tirando o extinto seriado protagonizado pelo Renato Aragão, os quadrinhos do Maurício de Souza e algumas situações formais, esta palavra não é citada nas conversas comuns de pessoas, nos textos dedicados a jovens e outras coisas normais.

Ela foi substituída pela palavra "galera", que significava muito remotamente "navio", depois "tripulação", depois "navio negreiro", passando nos anos 80 a se tornar coletivo de torcedores de futebol (daí que surgiu o cacoete), depois coletivo de amigos para acabar finalmente, substituindo a palavra "turma", que caiu em desuso e pode desaparecer a qualquer momento.

Curioso é que estou no meio do processo, pois na minha infância e adolescência, a palavra "turma" era muito usada. Depois de escrever este parágrafo, só me resta avisar a "galera" que um dia, num passado não muito distante, ela já foi chamada de "turma".

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Água-viva de 30 m se tornou "guardiã do mar", diz estudo

ESPREMENDO A LARANJA: Estava assistindo a um desenho do Bob Esponja, onde ele e Patrick, a estrela do mar que é o seu melhor amigo, convidavam, sem sucesso, o ranzinza Lula Molusco para ir caçar águas-vivas - como se caça borboletas, com uma rede - se arriscando a tomar choques das mesmas.

Ao ir, forçado pelos amigos, Lula acaba se deparando com uma água-viva gigante, como esta da foto e se dá muito mal. acabando, ferido de tanta queimadura, tendo que ficar imóvel e enfaixado em uma cama de rodinhas. Realmente a água-viva do desenho realmente existe.

Nooossa! Já pensou se eu tivesse que encarar esse verdadeiro "monstro" bem de pertinho? Estava ferrado! Pois além de enoooorme ele é venenoso! Ugh!

Água-viva de 30 m se tornou "guardiã do mar", diz estudo

01 de setembro de 2010 • 14h45 • Foto: Getty Images - site Terra

Uma gigantesca água-viva venenosa e com tentáculos que podem alcançar o mesmo comprimento de uma baleia azul (30 m) pode ter se tornado em um inesperado defensor do oceano. Um recente estudo indica que a água-viva juba de leão (Cyanea capillata) se tornou uma boa predadora do ctenóforo Mnemiopsis leidyi, um animal transparente e voraz invasor de diversos mares. As informações são do site da revista New Scientist.

A água-viva juba de leão pode chegar a 2,5 m de largura, mas é um dos animais mais compridos de todos os tempos. O estudo do Instituto de Pesquisa Marinha, em Bergen, na Noruega, e da Universidade de Gothenburg, na Suécia, indica que o ctenóforo - que é nativo do oeste do Atlântico - já pode ser encontrado no Mar do Norte e no Báltico.

Esse animal se alimenta de plâncton e devasta suas populações nas regiões invadidas, o que diminui drasticamente a quantidade de peixes que comem o plâncton. Como qualquer espécie invasora, o Mnemiopsis leidyi parecia não ter predadores, até agora.

Os tentáculos da água-viva são cobertos com pequenas células com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e que ainda causaram paradas cardíacas em testes em ratos de laboratório. Humanos geralmente têm reações menos intensas, a não ser que sejam alérgicos ou recebam muita toxina. Teoricamente, uma grande quantidade de protetor solar já ajuda a evitar maiores danos.

Mas a grande vantagem está no tamanho dos tentáculos, que conseguem pegar pequenos peixes e até outras águas-vivas de grande porte. Com essa capacidade, o "monstro" acabou se tornando um protetor dos mares ao caçar o ctenóforo invasor. Contudo, o estudo indica que esses animais conseguem escapar 90% das vezes do predador, mas sofrem danos no processo e sucumbem a repetidos ataques.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Cientistas descobrem passos de dança que identificam homem atraente


Cientistas de Newcastle, Inglaterra, descobriram como os homens podem parecer atraentes para as mulheres usando a dança.


A pesquisa foi a seguinte. Pediram para voluntários fazerem vários tipos de dança, com partes do corpo ligados a eletrodos que enviavam informações a um computador, onde um boneco repetia os movimentos. Gravadas as imagens, elas eram mostradas a um grupo de mulheres voluntárias que avaliavam os movimentos.

Foram considerados melhores os passos de danças mais criativos, mais soltos e que não repetiam movimentos. A pesquisa mostrou também que quem dança bem passa a impressão de uma pessoa mais saudável.

Depois desta pesquisa, muitos caras-de-pau vão se inscrever em algum curso de dança para tentar seduzir alguma bela donzela.

De qualquer modo, vou ensaiar meus passinhos. Vamos ver no que dá.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

"Womens's Health" estampa as mulheres mais lindas do mundo!



Para quem realmente gosta de mulher bonita e quer fugir dessas "musas" vulgares e grotescas (frutas, BBBs, Panicats e similares), que não tem outra coisa para fazer do que empinar o traseiro feito vacas no cio (com todo respeito às vacas), deve prestar atenção nas capas das edições da revista Women's Health.

Nesta revista, especializada em saúde feminina (há a versão masculina Men' Health), suas capas sempre mostram mulheres lindíssimas, classudas, com beleza sofisticada e ainda bastante gostosas.

São mulheres que fazem nos esquecer das moças vulgares que se encontram em vertiginosa decadência, fazendo tudo para aparecerem e insistindo num misterioso celibato forçado que na verdade contradiz a fama de "mais desejadas" Isso não acontece com as sofisticadas deusas da Women's Health.

Lá fora, Ashley Greene já estampou três capas

Lá fora um atrativo a mais, já que mulheres famosas também estampam as capas da revista. Mulheres igualmente classudas e longe de qualquer vulgaridade.

A atriz Ashley Greene, de quem sou fã e admirador fascinado, já estampou três capas da edição, numa coerência com a tradição de estampar mulheres de classe e beleza sofisticada.

Uma boa dica para quem gosta de mulher bonita de verdade: prestem atenção nas capas de Women's Health. Não há quem não possa amar essas mulheres.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Show burlesco não tem nada de vulgar. Pelo contrário

Os shows de erotismo sofisticado conhecidos como "Burlesque" nada têm de vulgar. Pelo contrário, são bem sofisticados. Se tratam na verdade de versões modernas dos antigos shows sensuais que eram muito comuns em alguns teatros da época.

Pelo contexto da época, claro, eram malvistos, pois eram tempos radicalmente carolas, o extremo oposto de hoje. Mas estes shows de burlesco nada tem a ver com o que vemos hoje com as "boazudas" realmente grotescas que vendem seus corpos feito carne em açougue.

O Burlesco (que curiosamente significa "grotesco demais", mas na prática representa o contrário) na verdade é um erotismo bem delicado. Mal comparando, são quase como uma resposta ocidental ao show de concubinas japonesas, onde o charme e a suavidade são obrigatórias para que o erotismo sugerido apareça mais artístico. Excelente para ser assistidos por homens de bom gosto que querem ver uma mulher realmente feminina e elegante se despindo suavemente em um show bem feito.

Assisti meses atrás um show com a maravilhosa Dita von Teese, maior representante atual desse tipo de show, e achei bem sofisticado, charmoso e por isso mesmo excitante. Dá gosto de ver Dita, de beleza extrema, de traços meigos, quase uma boneca de porcelana, se mexer suavemente enquanto mostra seu corpo perfeito ao natural. Exatamente o oposto do caos verdadeiramente grotesco feito pelas funqueiras que existem por aí.

Para se ter uma ideia de como Teese tem classe, o erotismo dela se limita aos seus shows. Ela sabe respeitar o contexto e normalmente aparece muito bem vestida com roupas discretas e altamente elegantes quando não está nos palcos. Dita sabe quando ser sensual e sabe direitinho, sem faltas ou exageros.

Dá para ser erótico e delicado ao mesmo tempo. Teese é uma lição de como uma mulher deve ser quando quiser ser sensual, botando abaixo toda a vulgaridade triste que nossas musas vazias e sem talento insistem em esfregar - literalmente - nas caras dos homens que estão fartos de tanta vulgaridade.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Epidemia de dança: há 495 anos, pessoas requebravam até a morte

ESPREMENDO A LARANJA: Interessante, uma epidemia de "dança". Apesar do texto não citar exatamente do que se tratava, creio ser um tipo de convulsão que obrigaria as pessoas a se moverem desta forma. Várias hipóteses aparecem no texto, mas o que eu creio é esta. Pode ser que nos dias de hoje não apareça devido a evolução da medicina que provavelmente curou o tal mal. Mas que é estranho, é. 

Epidemia de dança: há 495 anos, pessoas requebravam até a morte

Matheus Pessel - Portal Terra

No século 16, a cidade francesa de Estrasburgo (então Sacro Império Romano-Germânico) era um movimentado centro comercial. Suas feiras eram frequentadas por pessoas de toda a Europa. Contudo, em julho e agosto de 1518, o local teve muito mais movimento - e não foi por motivos econômicos.

Conforme afirmam historiadores, tudo teria começado com uma mulher. Ela saiu de casa, provavelmente em 14 de julho ou algum dia próximo, e começou a dançar. Os relatos da época dizem que ela não parou por seis dias. Em uma semana, outras 34 pessoas começaram a se mexer de maneira ininterrupta. Era a eclosão de um dos casos mais curiosos da história da medicina: a epidemia de dança de 1518.

A "praga" tomou conta das ruas da cidade francesa e se tornou um problema para a nobreza e a burguesia, que consultaram os médicos da época. Após as causas astrológicas e sobrenaturais (que eram levadas a sério) serem excluídas, os especialistas chegaram à conclusão que o problema era natural, causado por "sangue quente" (para a medicina ortodoxa da época, poderia ocorrer um aquecimento do cérebro que causaria loucura). O tratamento: dançar, dançar e dançar - até as vítimas recuperarem o controle do corpo.

Salões e mercados foram abertos para as vítimas. Dançarinos profissionais e músicos foram chamados para mantê-los mexendo. Dia e noite, as pessoas requebravam freneticamente, sem parar. Se o doente enfraquecia, desmaiava, cambaleava ou diminuía o passo, o ritmo da música era aumentado. "Em um mercado de grãos e uma feira de cavalos, as elites criaram espetáculos tão grotescos quanto telas de Hieronymus Bosch retratando a loucura humana ou os tormentos do inferno", diz em artigo John Waller, professor de história da medicina da Universidade do Estado de Michigan e autor de livros e outro textos sobre esta e outras pragas de dança.

Não foi o primeiro caso de praga de dança registrado. Antes de Estrasburgo, pelo menos outros sete surtos ocorreram na Europa. Mas Estrasburgo teve maiores proporções. No final de agosto, seriam mais de 400 "infectados". Muitos mortos de tanto dançar - literalmente. "Nós não temos meios de saber quantos morreram - algumas crônicas dizem 'vários' e as autoridades da cidade foram suficientemente alertadas para parar toda a dança pública, tendo antes encorajado isso. É também plausível que as fatalidades resultaram de dançar sob o auge do calor do verão e raramente se parar para comer ou beber", diz o historiador ao Terra.

Após a primeira estratégia ter sido um desastre, as autoridades decidiram que o problema não era uma doença natural, e sim uma maldição enviada por um santo (para o pensamento do final da Idade Média, que persistia na região, os homens santos não apenas ajudavam contra certos males, mas também poderiam usar as doenças contra pecadores). O escolhido foi são Vito, conhecido por ajudar epilépticos.

A associação com o santo vem de outros casos de praga de dança. O primeiro conhecido foi na Suíça, quando dois surtos ocorreram em prédios religiosos no século 15, no dia seguinte ao de são Vito. Em 1518, a associação já estava bem conhecida.

As dançomanias são bem documentadas e foram descritas em numerosas crônicas medievais europeias que continham descrições de testemunhas. Além disso, diversos médicos do período escreveram sobre isso. Sendo assim, não há dúvida de que ocorreram - a questão mais relevante é: por quê?

As vítimas então passaram por uma espécie de cerimônia. Foram calçados nelas sapatos vermelhos e os dançarinos foram despachados para um santuário dedicado a Vito nas montanhas. Eles ficaram ao redor de um altar com as imagens do santo, da Virgem Maria e do papa Marcelo. Nas semanas seguintes, a epidemia perdeu força até exaurir, com os doentes recuperando o controle do corpo.

Mas fica um pouco difícil acreditar que, repentinamente, um grupo de pessoas seja afetado por uma "praga de dança". Dá para confiar nessas histórias? Segundo Robert Bartholomew, sociólogo da Universidade James Cook (Austrália) , "as dançomanias (como também são chamadas) são bem documentadas e foram descritas em numerosas crônicas medievais europeias que continham descrições de testemunhas. Além disso, diversos médicos do período escreveram sobre isso. Sendo assim, não há dúvida de que ocorreram - a questão mais relevante é: por quê?"

Causas e teorias

Diversas são as opiniões sobre o que levou centenas de pessoas a saracotear freneticamente pelas ruas de uma cidade francesa no início da Idade Moderna. Uma delas é de que o problema teria causa química ou biológica. O principal "suspeito" é a ferrugem dos cereais, um tipo de fungo que ataca plantações. Segundo Waller, essa possibilidade foi descartada, pois, apesar de o fungo causar convulsões violentas e ilusões, ele não leva a movimentos coordenados que duram por dias.

A praga de dança foi uma expressão patológica de desespero e medo religioso
John Waller Professor de história da medicina da Universidade do Estado de Michigan

Outra causa seria a peste negra. A dança seria uma resposta à dor extrema causada pela doença nas vítimas. Segundo Robert Bartholomew, o problema aí é que a data não encaixa com as de surtos da peste.

Para o historiador John Waller, é necessário entender o contexto da época. As décadas que precederam a epidemia, afirma, foram notáveis pela severidade - mesmo em um período em que a população era acostumada com o medo e a privação. Ocorreram momentos de grande penúria em 1492, 1502 e 1511. Invernos rigorosos, verões abrasadores, granizo e tempestades de neve acabaram com as plantações - desastres que atingem mais a população pobre da cidade. Além disso, os senhores de terra aumentavam os impostos agressivamente e decretavam diversas proibições à população - como pescar e caçar em suas posses, o que apaziguaria a fome.

Em 1516, um verão escaldante acabou com as plantações e o preço do pão disparou. As pessoas gastavam suas economias para pagar pela comida. O inverno que se seguiu foi rigoroso e muitas pessoas morreram de fome. Doenças afligiam o povo e eram consideradas castigos divinos. Um relato da época conta que um orfanato ficou lotado com filhos de vítimas da varíola.

Segundo o historiador, o medo e a angústia eram gerais na população mais pobre, que acreditava em qualquer rumor místico. Além disso, a maldição do santo já era bem conhecida na Europa. "Que são Vito venha para você" ou "que Deus lhe dê são Vito" eram maldições conhecidas na época.

A pressão física e mental, diz Waller, tornou as pessoas mais suscetíveis a sugestões. Quando elas viram pessoas "amaldiçoadas" por são Vito, acreditaram também que elas eram amaldiçoadas e se uniram inconscientemente. A ação das autoridades, de incentivar a dança das vítimas em locais públicos, fez com que a epidemia só se espalhasse ainda mais.

"A praga de dança foi uma expressão patológica de desespero e medo religioso", diz Waller. Essa explicação se aplicaria aos demais casos. Em 1374, por exemplo, antes de a praga ser atribuída a são Vito, as vítimas acreditavam terem sido amaldiçoadas pelo diabo ou por são João.

Bartholomew tem outra visão. "Em teoria, muitos especialistas pensam que (as dançomanias) foram uma resposta catártica reprimida por estresse associado a pragas, fome e a peste negra, especialmente a última. Eu discordo. Eu sou um dos pesquisadores que tem uma explicação diferente. A de que essas pragas são consequências de crenças religiosas nas quais as pessoas pediam favores divinos através da dança", diz.

O sociólogo diz que relatos da época afirmam que as pragas de dança começavam com grupos de peregrinos que chegavam às cidades atingidas. Essas procissões eram marcadas por gritos a santos e danças pelos participantes. Ao longo do percurso, os moradores acabavam se unindo à dança, que se tornava frenética por parte dos fervorosos.

Para Waller, há um problema com esta hipótese: as vítimas não demonstrariam prazer em seus atos. Elas implorariam a outras pessoas e padres por ajuda. As expressões em suas faces eram de medo e desespero.

O fim repentino

As pragas de dança ocorreram durante a época final da Idade Média e desapareceram. Estrasburgo foi o último grande caso e até o final daquele século teriam sumido por completo.

"Não está inteiramente claro por que esses surtos pararam no final do século 16. É sensato assumir que como a crença nas maldições de santos enfraqueceram lentamente, elas não poderiam mais surgir. É também provável que com o estável crescimento do nível de instrução e o aumento, apesar de gradual, de uma mentalidade mais laica entre os educados, esses surtos não ficaram fora de controle porque as autoridades davam menor créditos às crenças populares", diz Waller.

Para o historiador, fica uma lição com a epidemia de dança. Por mais sobrenatural e inacreditável que o caso pareça, ele é um fenômeno psicológico que "nos lembra da inefável estranheza do cérebro humano".